Agora que fiquei sabendo que valho tanto como quatro semifusas, e que com apenas três bemóis aterro direitinho num Mi bemol maior, ou com mais precisão, também num Dó menor, sinto-me mais confuso, com dó de mim - quer eu encare a vida de frente ou de ré, colcho…
Coxo, ouso dizer!
Sinto-me bemólico, um eu semi-eu, eu semi-colcheia, eu menor e mui melancólico provocando o caos nas pautas, paulatinamente, como quem não quer a coisa: Cho e pin, pin e pumba, bumba, colcheando, semínimo…!
Sinto que a musicalidade possível em minha vida se reduziu a uns signozitos insignificantes mas que, pelos vistos e segundo a misericórdia alheia, contêm uma singular expressão, uns ruidositos dissonantes que por vezes até soam e fazem lembrar músicas muito antigas…
Porém, reduzo-me à minha ignorância:
Tem signo para o silêncio?
- Tem!
Está bem, admito que tem, mas de facto não tem, pois meus silêncios nunca serão equivalentes a nenhum intervalo, a nenhum tempo, contratempo, ritmo, balanço…
A bem dizer, a tempo nenhum determinado de forma exógena!
E muito menos meu silêncio se deixa definir num hieroglifo pregado no meio de pauta nenhuma…
…Se bem que, pensando melhor, até não me importava nada de musicalizar este silêncio que agora me povoa, noite e dia, emprestar-lhe um ritmo cadenciado e doce, um balanço de samba triste cheio de contratempos - para as carícias - intervalando com o tempo dos beijos…
Balançando, balançando…
9 comentários:
Peguei num comentário da Ella, bebi uma caipirinha-morango e saiu esta trapalhada,em ritmo de corrida, quase 'allegro'.
Sorry, folks!
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Ps: amanhã apaga-se, e pronto!
;)
Ainda bem que (me) madrugo (por enquanto e até que nuncamais).
Ella opina que sin silencio no hay sonido, sin tensión no hay armonía, sin matemáticas no hay ritmo, sin intervalos no hay melodía y sin belleza no hay música. Pero este texto tiene de todo.
Pronto!, ficamos todos mui esclarecidos, Señora Maestra.
Faltou a conclusão, se me permite:
...Y sin música no hay ganas de vivir.
;)
ps- ai o meu castelhano...
Socorro, Sun Iou...
O teu castelhano é muito melhor do que o meu português, Jonas. Não precisas de socorros.
Sine música nulla vita, sine vita nulla música.
ah...! «Eles» são poucos, mas são todos mui cultos!
Português, portuñol, castellano, francês, latim, polaco (sobretudo naquela parte: Cho...pin, pan, pumba!) e agora italiano...
Realmente, o meu blog é a minha última oportunidade de aprender mais alguma coisita...!
;)
Je,je... (imagino a Jonas de pizpireta semifuso tomando el té con el dedo meñique liberado y encaje de bolillos separando el cuerpo de la cabeza)... Y un vinito de porto en un dedal... Je, je
...y castellego...
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